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Câmara de Vereadores de Rio Grande aprova Conselho Municipal Indígena, projeto que teve o apoio da Cáritas

05 de novembro de 2019

Em meio a tantos  regressos nos últimos tempos no que diz respeito às políticas públicas e às causas das minorias, foi aprovado na última segunda-feira (4), por unanimidade (16 votos) na Câmara de Vereadores de Rio Grande, a implementação do Conselho Municipal Indígena no município. A Cáritas RS por meio da Diocesana de Pelotas participou do processo desde o início fazendo a intermediação entre a comunidade indígena e o Legislativo. A decisão segue para sanção do Executivo.

Segundo o Coordenador da Cáritas Pelotas, Reinaldo Tillmann, os vereadores falaram fortemente em apoio ao projeto, mesmo os de oposição. “A coordenação da mesa considerou um dia histórico ao município de Rio Grande, visto o resgate de uma cultura ancestral”, conta.

Além disso, Reinaldo diz que é importante ressaltar que a elaboração e articulação do processo se estabeleceu por uma equipe de servidores de carreira da Prefeitura, “através da liderança abnegada da Tatiane”, comenta. “A Cáritas e o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) vêm somando esforços conjuntamente com o setor público na seara indigenista”, completa.

AÇÕES – A Cáritas RS, através dos agentes da Cáritas de Pelotas tem – juntamente com o CIMI – atendido à comunidade Guarani, da aldeia “Para Rokē” em Rio Grande, em suas demandas de recursos para construção de 16 unidades habitacionais e restauração das benfeitorias existentes. Assim como a regularização definitiva da área de mais de 100 hectares.

“Temos nos reunido com frequência na comunidade Guarani para decidir conjuntamente as linhas de ação. Quanto aos recursos financeiros está em adiantado processo a liberação do montante necessário para adquirir as 16 casas pré-fabricadas e a futura elaboração de projeto para as restaurações”, explicou Reinaldo.

O coordenador também disse que a entidade vem articulando e pressionando, juntamente com a Prefeitura e governo Estadual, a imediata regularização da área em nome da comunidade indígena, já que o Estado deve devolver a área originalmente cedida pelo município para funcionar a Fepagro (que hoje não existe mais).

A Cáritas está presente na comunidade procurando encaminhar demandas pontuais de alimentação, ferramentas agrícolas, sementes, contatos com outras instituições de apoio a causa indígena. “De tudo isso o que fica com mais força e permanência é a maravilhosa interação cultural e espiritual com a comunidade dos Guaranis Mbya”, completa o coordenador.

Cáritas Notícias

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