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Cáritas RS: Na luta contra a reforma na Previdencia Social. Ruim para todos. Pior para as mulheres

07 de março de 2017

DIA 8 DE MARÇO:  DIA INTERNACIONAL DE LUTA DAS MULHERES

Recentemente postamos uma matéria falando sobre a participação da Rede Cáritas no dia 8 de março – Greve Internacional das Mulheres, que, proposta por dezenas de movimentos de mulheres em vários países do mundo, servirá como protesto contra o feminicídio, as desigualdades, todas as formas de violências e exploração das mulheres no trabalho, e a desumanização feminina.

A iniciativa vem ganhando força e, mesmo na diversidade de intencionalidades, a Rede Cáritas Brasileira mobiliza para que todas as mulheres façam adesão à paralisação e anima para a presença das mesmas nos espaços de manifestações propostos nos vários territórios de atuação. Com a bandeira unificada em todo o país na Rede, iremos para as mobilizações com a bandeira de luta “Pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Nenhum direito a menos!”

Como entidade que atua em defesa da vida ameaçada, SOMOS CONTRA TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO E VIOLÊNCIA QUE AFETAM AS MULHERES. No caso, nossa luta agora é contra a reforma Previdencial Social. Ruim para todos. Pior para as mulheres.

AS MULHERES SERÃO AS MAIS PREJUDICADAS

O governo está propondo a idade de 65 anos, igual para homens e mulheres, se aposentarem. Justifica dizendo que as mulheres vivem, em média, 8 anos a mais que os homens. Desconsidera a dupla ou tripla jornada de trabalho (IBGE 2014: mulheres trabalham 24 horas semanais nos afazeres domésticos; os homens 10,5 horas). Também ignora que as condições de trabalho e as desigualdades afetam mais as mulheres (informalidade, baixos salários). Como as mulheres trabalharão o tempo exigido pela proposta do governo, sem interrupção, se, em tempos de crise, são as primeiras a serem demitidas? Se são, hoje, a maioria dos desempregados no país? Se são as mulheres que tem que parar de trabalhar para cuidar dos filhos e, muitas vezes, dos idosos da família? Portanto: as mulheres, especialmente as mais pobres, serão as mais afetadas.

CAOS” NA PREVIDÊNCIA É MENTIRA

A Previdência é superavitária (Conforme definições da Constituição Federal de 1988) pois além das contribuições dos trabalhadores e dos empregadores, o sistema é sustentado por impostos como a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal calculou todo o Sistema de Seguridade e garante que não há déficit como afirma o governo. Ao contrário, há um superávit de R$ 25 bilhões. O governo descumpre a constituição, desvia os recursos da previdência para pagamento dos juros da dívida pública (R$ 501,8 bilhões em 2015), beneficia, unicamente, o sistema financeiro (bancos) e, além disto, isenta os empresários de pagamento de impostos (mais de R$ 100 bilhões por ano). Portanto, a verdade é que sobram recursos que estão sendo desviados para outros fins.

MUDANÇAS EMPOBRECERÃO A POPULAÇÃO

Reajuste dos benefícios e pensões será desvinculado do salário mínimo. Atualmente 86% dos idosos têm proteção na velhice, graças à previdência social, sendo muitas vezes, a única renda da família. As aposentadorias são o principal motor da economia local em 70% dos municípios com até 50 mil habitantes.

MUITOS BRASILEIROS JAMAIS SE APOSENTARÃO

Para se aposentar aos 65 anos, com 100% (até o teto da previdência), será necessário contribuir por 49 anos. Ou seja: a pessoa deverá trabalhar e contribuir, sem parar, obrigatoriamente, desde os 16 anos. Muitos brasileiros, que trabalharam sua vida inteira,  disfrutarão pouco tempo de suas aposentadorias: outros morrerão antes de se aposentar.

COMPARAÇÃO COM A PREVIDÊNCIA SOCIAL DE OUTROS PAÍSES É ESDRÚXULA

O governo afirma que outros países também ampliaram a idade mínima para 65 anos. O que ele “esquece” de contar é que nestes países (a maioria Europeus) a população vive, em média, 10 anos a mais do que o povo brasileiro, justamente pela qualidade e condições de vida e trabalho superiores às nossas. Também parece “desconhecer” as diferenças das condições de vida do campo e da cidade, assim como as desigualdades regionais deste imenso Brasil. Em muitas regiões, especialmente do norte e do nordeste a expectativa média de vida não chega aos 65 anos.

NENHUM DIREITO A MENOS!

Veja a programação em nosso site dos atos ao arredor do estado aqui

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