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Cáritas Santa Maria: Feirão Colonial, 25 anos de história pelo desenvolvimento sustentável

30 de maio de 2017

O FEIRÃO COLONIAL faz parte das atividades do Projeto Esperança/Cooesperança, setor vinculado ao Banco da Esperança da Arquidiocese de Santa Maria. Foi criado em 1º de abril de 1992, com a participação efetiva e comprometida dos Grupos Rurais e Urbanos associados ao Projeto Esperança/Cooesperança da Arquidiocese de Santa Maria e consumidores que tem consciência do consumo de produtos saudáveis de qualidade, para a defesa da Vida e Saúde, dos grupos organizados na região central – RS do Território da Cidadania.

A Gestão do FEIRÃO COLONIAL é feita de forma colegiada, participativa, interativa e autogestionária entre a Equipe do Projeto Esperança/Cooesperança e os grupos associados, nos diversos segmentos de atuação do mesmo. É a Economia Solidária e Agricultura Familiar Camponesa que se fortalece na região central – RS, que gera trabalho, renda e Desenvolvimento Regional na visão do “Pensar Global e Agir Local”.download

A Comercialização se dá de forma direta entre o produtor organizado e do consumidor/a consciente. O consumidor/a fica sabendo quem produziu o produto que ele consome e se cria uma relação de confiança mútua, solidária, comprometida, interativa e autogestionário.

Todos os participantes se comprometem na melhoria da qualidade dos produtos do FEIRÃO COLONIAL que fortalece a consciência e a prática do Comércio Justo, Consumo Ético e Solidário, entre produtores e Consumidores organizados e conscientes. É um encontro alegre e festivo que se repete todos os sábados com a integração de todas as classes sociais. É um espaço importante para o debate e troca de idéias e troca de experiências bem sucedidas a nível urbano e rural. É um projeto regional.

O espaço físico do FEIRÃO COLONIAL congrega o Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter que tem na área de quase 4.000 metros de área construída, através de projetos com apoio das três esferas do Governo Municipal, Estadual e Federal.

Os FEIRÕES COLONIAIS realizam-se a cada sábado das 7h às 11h30min, no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, à rua Heitor Campos, snº, ao lado do Colégio  Estadual Irmão José Otão, Santa Maria, RS, cujo espaço foi construído com  esta  finalidade, com apoio da Arquidiocese de Santa Maria e recursos de Políticas Públicas.

No Feirão, realiza-se a venda direta do produtor ao consumidor, eliminando assim o atravessador, fortalecendo o Desenvolvimento Regional, Solidário, Sustentável e Territorial.

Os Pontos fixos de Comercialização Solidária fazem parte deste importante Projeto em Rede que são grandes espaços de articulação, debate, troca de experiências e de Comercialização Direta de produtos dos Empreendimentos Solidários. A Feira é um grande mutirão feito com a participação de diversas Entidades de apoio e com Comissões de organização, organizações governamentais e não-governamentais e Agricultura Familiar Camponesa. O trabalho se fortalece em Redes de Comercialização Solidária, articulados na Rede COMSOL (Rede Nacional de Comercialização Solidária).

A prática da Economia Solidária e o Cooperativismo estão fundamentados na Cooperação, Autogestão, Produção Coletiva e Agroecológica, Comercialização Direta, justa distribuição de Renda, Solidariedade, Comércio Justo, Consumo Ético e Solidário, Agricultura Familiar Camponesa e com a lógica econômica que valoriza o ser humano e o trabalho, acima do capital, em vista disso formar novos sujeitos para o exercício da cidadania e inclusão social, construindo um Projeto Democrático, Popular e Sustentável. O FEIRÃO COLONIAL de Santa Maria, faz parte da Rede COMSOL, uma Rede Brasileira de Comercialização Solidária de quase 200 Pontos Fixos de Comercialização Solidária, apoiado pelo Governo Federal e coordenado pelo IMS (Instituto Marista de Solidariedade) e parceria com os demais Pontos fixos de Comercialização Solidária do Brasil.

Prática do comércio justo e consumo ético e solidário são as marcas do Feirão Colonial. Foto Maiquel Rosauro _ Arquivo

Estes e outros importantes espaços fazem parte deste conjunto do FEIRÃO COLONIAL e dos Pontos fixos de Comercialização Solidária que fortalecem a Economia Solidária na Região Central. Inclui milhares de trabalhadores no campo e a cidade que buscam a sua sobrevivência pela inclusão nos projetos de Economia Solidária, acompanhados pela SENAES (Secretaria Nacional de Economia Solidária), pela Cáritas Brasileira/RS, IMS (Instituto Marista de Solidariedade) e o Projeto Esperança/Cooesperança, e é um dos Setores do Banco da Esperança da Arquidiocese de Santa Mariajuntamente com muitas outras Entidades, Organizações, Pastorais e Movimentos Sociais, no trabalho em redes de cooperação de que acredita nesta forma de organização Solidária.

Agradecemos à todas as pessoas, Organizações Parceiras, Gestores Públicos, Universidades, Entidades Parceiras, Movimentos Sociais, Consumidores e Veículos de Comunicação que contribuem no fortalecimento e na realização deste importante trabalho que congrega, articula e fortalece a integração regional de experiências alternativas de produção e de Comercialização Direta, na perspectiva do “Pensar Global e Agir Local”,produzindo alimentos saudáveis.

Esta é uma trajetória de grandes desafios, mas também de muitas lutas e avanços na caminhada destes 25 anos ininterruptos do Feirão Colonial, coordenado pelo Projeto Esperança/Cooesperança da Arquidiocese de Santa Maria.

Este trabalho, sintetiza o que retrata o Provérbio Chinês, colocado neste conteúdo: “Se quiseres planejar para um ano: plante cereais. Se quiseres planejar para 30 anos: plante árvores. Se quiseres planejar para 100 anos: organize e motive a organização do Povo”.

 

Cáritas Notícias

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