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Dia Internacional da Mulher provoca reflexões

08 de março de 2019

A data do dia 8 de março foi adotada e difundida pela ONU em 1975 com o intuito de contribuir para a igualdade completa de direitos entre mulheres e homens. Entretanto a tradição de reservar uma data para esta questão é centenária. Nesta sexta-feira provoca-se a reflexão sobre a mulher na sociedade na maioria dos países do mundo. Esta ideia de eleger um dia da mulher surgiu entre o final do século 19 e início do século 20. Não se sabe ao certo se a primeira comemoração ocorreu nos Estados Unidos ou na Europa, o que é fato é que surgiu no contexto das lutas feministas por melhores condições de vida e trabalho, e pelo direito de voto.

A primeira celebração expressiva e de repercussão internacional adveio no dia de 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos. Desse primeiro evento se projetaram manifestações e marchas em outros países europeus nos anos seguintes. Algumas ficaram muito conhecidas, uma delas é a que acontecem na semana de comemorações da Comuna de Paris, no final de março. A luta social pelos direitos das mulheres se somou a outras bandeiras, como a igualdade de direitos econômicos, sociais e trabalhistas.

Outra manifestação destaque deste movimento de emancipação feminina ocorreu o início de 1917, na Rússia. Manifestações de trabalhadoras industriais por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Na ocasião, os protestos foram brutalmente reprimidos, precipitando o início da Revolução de 1917.  A data da principal manifestação, 8 de março de 1917 inspirou a data oficial do dia internacional da mulher.

Apesar de algumas conquistas de direitos terem se consolidado com o passar dos anos, como os direitos trabalhistas, a exemplo da licença maternidade de seis meses no Brasil, alguns retrocessos estão acontecendo. A imprensa tem revelado diversos casos e índices de feminicídio alarmantes. Por mais absurdo que possa parecer, mulheres morrem pelo simples fato de serem mulheres, ou ainda, muitas vezes, morrem por não terem a sua vontade respeitada por maridos ou companheiros, a exemplo da menina Isa de Santa Maria, morta pelo namorado por motivo torpe.

Protesto na FEICOOP em 2018, pela morte da estudante Isa, morta por feminicídio

Fatos como esse mobilizam a população e fortalecem a luta pelos direitos das mulheres, assim como a questão do abuso físico e psicológico que muitas enfrentam em festas e espaços públicos. Com o bordão “Não é não” elas expressam cada vez mais sua indignação com a falta de respeito e assédio sexual daqueles que ignoram suas negativas. Enfim, é tempo de destacar o surgimento desta nova mulher, cada vez mais ciente de seus direitos e deveres e engajada para que ocorra a mudança e a Cáritas RS apoia essa causa para a construção da Sociedade do Bem Viver.

Cáritas Notícias

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