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Economia Popular Solidária

Economia Popular Solidária

Economia Popular Solidária é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Nessa economia o resultado do trabalho é dividido entre aqueles que participam dela, sem explorar a força de trabalho, sem levar vantagem, sem destruir o meio ambiente. Quando isolados os termos da expressão, traduzem as inspirações de um movimento social, de uma forma diferente de “ser” e “agir” no mundo:

1) traz o tema da “economia” para o centro do debate junto às comunidades e organizações sociais, na busca pela implementação de um novo modelo econômico gerador de um desenvolvimento solidário sustentável e territorial;

2) “popular” porque é construída pelo povo trabalhador, que historicamente luta por melhores condições de sua vida e das futuras gerações;

3) é “solidária”, na medida em que busca construir novas relações entre mulheres e homens e destes com o meio em que vivem.

Seus resultados, sejam eles econômicos, políticos, sociais e/ou culturais são compartilhados pelos participantes dessa economia e por toda sociedade, sem distinção de qualquer natureza. Implica na reversão da lógica capitalista ao se opor à exploração do trabalho e dos recursos naturais, considerando a busca do “bem viver” como finalidade de sua existência. Sua prática se dá essencialmente a partir de três princípios:

– da “autogestão” que, tanto diz respeito da prática de gestão do empreendimento em que todas as trabalhadoras e trabalhadores participam das decisões, compartilham o poder e o ganho, eliminando a figura do patrão, como, para a realização de suas escolhas a partir da convivência democrática, livre e igualitária;

– da “solidariedade” que é a prática de compromissos éticos, são os laços entre trabalhadoras e trabalhadores e a troca de informações e experiências entre pessoas e grupos, opondo-se a prática das organizações capitalistas, que tem suas relações baseadas na competição, individualismo e acumulação de capital;

– a “cooperação” que é o meio pelo qual busca-se alcançar objetivos e interesses comuns de trabalhadoras e trabalhadores que participam do mesmo grupo e sociedade. É a partir da cooperação que o empreendimento se fortalece, pois na sua ação promove a partilha coletiva dos resultados e exercita a responsabilidade solidária sobre seus objetivos e também do meio em que vivem.
A Cáritas Regional do Rio Grande do Sul, há mais de 30 anos apoia grupos de Economia Popular Solidária voltados à emancipação social, política e econômica de comunidades em situação de pobreza. Neste período foram apoiados mais de 1400 grupos que atuam com atividades de geração de trabalho e renda, totalizando mais 35 mil pessoas. São inúmeras iniciativas de hortas comunitárias, pequenas indústrias de produção de alimentos, confecções, artesanatos, agroindústrias, produção de alimentos ecológicos, além de participação e incidência nos espaços de construção de políticas públicas que viabilizem a Economia Popular Solidária como direito.

Cáritas Notícias

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