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FÓRUM ESTADUAL DA CÁRITAS RS DEBATE CONJUNTURA E AÇÕES ´PARA 2018

08 de março de 2018

A Cáritas do Rio Grande do Sul, realizou nos dias 6 e 7 de março, o seu Fórum Estadual com a presença de representantes das Entidades Membros de Santo Angelo, Santa Maria, Cruz Alta, Santa Cruz, Vacaria, Passo Fundo, Caxias, Pelotas, Rio Grande, Bagé e Porto Alegre. A atividade teve por objetivo aprofundar os indicativos e prioridades para o Plano Operacional Anual de 2018, cuja a discussão inicial ocorreu na Assembléia Estadual, realizada em novembro do ano passado. A análise de conjuntura, no início da atividade, contou com a contribuição das assessoras: Lúcia Garcia, do DIEESE, e Eliane Moura do Movimento de Trabalhadores por Direitos.

Contribuindo com um “olhar histórico/estrutural” sobre a conjuntura, a partir da crise atual do capitalismo, Lúcia Garcia, fez um recorrido por vários momentos da história, demonstrando que o capital não perde nunca e que, a estratégia atual, embasada principalmente na reforma trabalhista, visa acabar com as condições e contratos de trabalho, com as negociações coletivas, com a organização sindical e com a justiça do trabalho. A desvalorização do trabalho, a elevação das desigualdades, com fortes impactos na saúde do trabalhador e no crescimento da violência, são as principais consequências destas estratégias, atingindo principalmente as mulheres e os jovens pobres.  O cenário, para a assessora Eliane, é trágico: uma parte da população pobre “estará sim” incorporada ao mercado de trabalho, porém com “zero direitos” (dados do IBGE em dezembro de 2017 já demonstraram que, quase a totalidade dos empregos gerados no ano passado, são precários: 17 mil vagas ofereceram carteira assinada e proteção trabalhista, enquanto 1,7 milhão, foram vagas “sem” carteira assinada, “sem” férias, “sem” 13º salário, “sem” FGTS); outra camada, excluída do mercado de trabalho, estará “encarcerada” e uma terceira, pelas condições de vida, precariedade da seguridade social e pela violência, “morta”. Neste cenário, também diante da crise dos setores progressistas e de esquerda, Eliane concluiu afirmando “enquanto as estruturas velhas não morrem e as novas ainda não nasceram, é preciso dialogar com o velho para construir o novo”.

A reflexão para a construção dos indicativos e prioridades de 2018  teve como ponto de partida uma “mirada” sobre a ação da Cáritas do Rio Grande do Sul em 2017. Entre as diversas ações realizadas no ano, a Cáritas atuou no apoio à Economia Popular Solidária; na preservação, troca e cultivo de sementes crioulas; no estímulo ao pequeno agricultor, à agro-biodiversidade e a substituição da cultura do fumo pela produção orgânica, sem agrotóxico; no apoio à ações de comunidades quilombolas e indígenas; na acolhida e defesa dos direitos dos migrantes; na assistência à pessoas e famílias em situação de necessidades e vulnerabilidade social; no trabalho com mulheres, crianças e adolescentes; na capacitação para a prevenção de riscos e desastres e atuação em situações de emergência; nas ações de saneamento básico rural; na defesa da democracia e dos direitos trabalhistas e previdenciários, entre tantas outras ações. Estas ações (realizadas através de seminários, oficinas, rodas de conversa, atividades de qualificação para o trabalho associativo, ajuda humanitária, feiras, intervenções locais em saneamento básico, participação em conselhos de direitos, etc.) envolveram mais de 6500 pessoas nas 13 arqui/dioceses onde a Cáritas atua. Além do olhar sobre a ação geral da Cáritas no estado, Mauricio Queiroz e Lisiane Quevedo (agentes Cáritas) também apresentaram os resultados específicos do projeto “saneamento básico rural: proteção dos recursos naturais, fonte de vida”, executado em âmbito estadual, com recursos do Fundo Nacional de Solidariedade.

Para além das ações que já constam no Plano Operacional Anual (biênio 2017-2018), a reflexão apontou para o fortalecimento das Entidades Membros, através de processos de avaliação interna e formação dos agentes Cáritas; para a socialização das tecnologias desenvolvidas no “projeto saneamento básico rural: proteção dos recursos naturais, fonte de vida”; para a realização de rodas de conversa sobre a conjuntura e ano eleitoral através da Cartilha da Cáritas Brasileira, somando-as à ações (em conjunto com outros parceiros) que enfrentem os desafios da conjuntura, e para a realização das campanhas nacionais “Compartilhe a Viagem” e “Dia do Pobre”, entre outras deliberações.

Durante a atividade, os participantes do Fórum Estadual vivenciaram a “via sacra das mulheres”, inspirada na Romaria da Terra 2018, através da qual se refletiu a condição da mulher na sociedade e os compromissos dos agentes na Defesa dos Direitos das Mulheres. A atividade contou com a presença de Marcelo Lemos, assessor da Cáritas Brasileira e no dia 07 com a presença de Dom Rodolfo Weber, bispo referencial da Cáritas RS.

Cáritas Notícias

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