English
Diminuir tamanho da fonteAumentar tamanho da fonte

Grito dos Excluídos/as debate papel do Estado diante das desigualdades | 7 de setembro em todo o país

24 de agosto de 2016

Dia 7 de Setembro. Dia da Independência do Brasil. Mas de que independência estamos falando? Essa é uma das reflexões propostas pelo Grito dos Excluídos e Excluídas, que há 22 anos leva as demandas populares para as ruas. Em 2016, com o lema “Este sistema é insuportável: Exclui, degrada, mata!” e o tema “Vida em primeiro lugar”, o Grito seguirá denunciando as várias formas de desigualdades no país e apontando qual o real papel do Estado diante de tanta exclusão.

ESTE SISTEMA É INSUPORTÁVEL: EXCLUI, DEGRADA, MATA!

 O Brasil passa por tempos difíceis na polí­tica, na economia, no cuidado da Casa Comum! Problemas que são comuns, em nossa América Latina, mas que têm uma matriz global e que atualmente nenhuma nação pode resolver por si mesmo. Esta 22ª edição do Grito dos/as Ex­cluídos/as quer conclamar a todos e a todas a romperem o silêncio, a levantarem as vozes nas ruas e nas praças dizendo, sem medo: Que­remos uma mudança, uma mudança real, uma mudança de estruturas! Uma mudança que me­lhore nossas vidas, nossas comunidades! Uma mudança que transforme este sistema capita­lista depredador para uma economia a serviço da vida e dos povos!

Foi esse o desafio a enfrentar e construir que o Papa Francisco nos colocou, no seu II En­contro Mundial com os Movimentos Populares, realizado na Bolívia. Por isso, o lema desta edição do Grito dos/as Excluídos/as está em sintonia com o desejo do Papa Francisco e com as lutas de todos os excluídos e excluídas de nossa sociedade: “Este sistema é insuportável: exclui, degrada, mata”!

A sustentabilidade corre sérios riscos de­vido a opções equivocadas assumidas. Dentre elas, destaca-se:

– a insustentabilidade do sistema econômi­co-financeiro mundial. É um sistema predador que privilegia a especulação e a concentração de riquezas e não está preocupado em resolver o problema da pobreza/miséria no mundo, mas sustentar o acúmulo, cada vez maior, de uma minoria.

– a insustentabilidade social da humanida­de devido à injustiça mundial. O sistema social mundial é de exclusão e não de inclusão. O fato de alguns serem privilegiados faz com que au­mente cada dia o número de famintos. A con­centração de riquezas se acirrou e, consequente­mente, tem aumentado o número de pobres com diferentes feições. Estes não são somente “ex­plorados”, mas “supérfluos” e “descartáveis”.

– a crescente dizimação da biodiversidade, pois o anseio de aumentar a produção, que sus­tenta um padrão consumista de vida, permite o uso de tecnologia perniciosa ao meio ambiente o que gera a extinção de espécies.

– a insustentabilidade do Planeta devido ao consumo humano desenfreado. A orientação consumista tem exigido muito da terra. Esta precisa se recompor. Precisamos o equivalente a cinco planetas terra para dar conta do nosso padrão de consumo que por sua vez é privilégio próprio de uma minoria da população.

– aquecimento global e o risco do fim das es­pécies. O aumento da temperatura média da Terra trará profundas transformações. E uma das conse­quências são as mudanças climáticas que por sua vez afetam as populações mais pobres e já tem gerado processos de migração.

Um sistema incapaz de garantir terra, teto e trabalho para todos e todas, que fomenta a vio­lência, o ódio entre as pessoas e ameaça a própria subsistência da Mãe Terra, não pode continuar regendo o destino do planeta. Devemos superar este modelo social, político, econômico e cultural onde o mercado e o dinheiro se converteram nos reguladores das relações humanas nos mais diversos níveis.

O grito dos mais excluídos e marginalizados de nossa sociedade ecoa nos ouvidos dos podero­sos, obrigando-os a compreenderem que não se pode seguir dessa forma. Precisamos construir um modo de vida onde a dignidade esteja acima de todas as coisas.

Com certeza isso passa pelo crescimento da consciência que é preciso avançar na demo­cracia. A conquista do fim do financiamento de empresas em campanhas eleitorais foi apenas o primeiro passo; é preciso romper com o mono­pólio da grande mídia brasileira que impede à população de avançar na consciência de cidada­nia e na necessidade de se mobilizar para garan­tir recursos para as políticas públicas, principal­mente, as sociais.

É preciso avançar na consciência sobre o pa­pel do Judiciário e no modelo de desenvolvimen­to que depreda a natureza, causando danos de difícil reparação como aconteceu com o rompi­mento da barragem de resíduos em Mariana, da Empresa Samarco, provocando a morte da Bacia do Rio Doce, uma das maiores bacias do país.

A luta contra a corrupção, contra a impu­nidade e as propostas por um Brasil mais justo e igualitário, deve ser uma tarefa de todos os cidadãos e cidadãs comprometidos com a demo­cracia e o desenvolvimento do país. Não se pode falar em democracia, com a bandeira da volta da ditadura. Não se pode falar em desenvolvi­mento, com a bandeira da volta do neoliberalis­mo e o avanço, sem debates, dos projetos con­servadores. Não se pode falar em nacionalismo, com a bandeira da entrega de nossas empresas.

Nesta 22ª edição do Grito dos/as Excluídos/ as vamos às ruas, com nossas bandeiras, gritar que não aceitamos mais isso! Vamos às ruas gri­tar que não aceitamos que essa relação espúria entre o público e o privado seja capaz de decidir o rumo da política brasileira, tal como estamos observando na que aí está e aí sempre esteve!

Como afirmou o Papa Francisco, sejamos semeadores e protagonistas nos grandes pro­cessos de mudança de nosso país! Confiemos em nossa capacidade de organização e promoção de alternativas na busca de terra, teto e tra­balho! Lutemos por um destino de transformar as estruturas de opressão, dominação, coloni­zação e exploração, por viver com dignidade, por “viver bem”.

Coordenação Nacional

Acesse abaixo o material de divulgação do Grito:

Vídeos do Grito dos Excluídos e Excluídas 2016

Spots de rádio com chamadas para o Grito dos Excluídos/as

Publicação Rodas de Conversa – 22º Grito dos Excluídos/as

Cartazes de todas as edições do Grito dos Excluídos

Carta de apoio da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz / CNBB

Aqui uma carta-convite da Coordenação Nacional que debate os temas em voga no Brasil.

Cáritas Notícias

Cadastre-se e receba por e-mail nossos informativos.

campanha-da-fraternidade-2019

campanha-da-fraternidade-2019

Contato

Cáritas Rio Grande do Sul
Rua Coronel André Belo, 452/3º andar
Cep: 90110-020 - Menino Deus


Porto Alegre/RS
(51) 3272.1700

caritasrs@caritasrs.org.br