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Nota de Solidariedade e Apoio aos Povos Indígenas do Brasil

05 de agosto de 2019

“Mais pajés, mais Céu, mais espíritos, mais floresta, mais vida. Menos ódio. Menos intolerância. Menos racismo. Precisamos superar a impossibilidade de conviver em igualdade nas nossas diferenças…”

Fazemos nossas as palavras deste manifesto, lançado em fevereiro de 2018, por um grupo de Associações e lideranças indígenas do país e nos somamos às múltiplas vozes que há muito vem se manifestando com preocupação e indignação às variadas formas de violência (implícitas e explícitas) crescentemente praticadas contra os povos indígenas no Brasil, cuja recente ação criminosa de garimpeiros e o assassinato da liderança Emira Waiãpi do povo Wajãpi, no estado do Amapá é apenas mais um triste capítulo.

O preconceito e a violência não são obras do acaso e os discursos de ódio, especialmente daqueles que ocupam cargos públicos, são combustíveis para aqueles que pensam que, no Brasil dos dias atuais, “tudo pode”, “tudo vale”, desconsiderando inclusive a nossa carta maior, a CF de 1988.

A postura do atual governo de apoio ostensivo à expansão das atividades de extrativismo mineral em áreas indígenas e de evidenciado descaso com a invasão de aldeias no Amapá e assassinato de uma de suas lideranças, ilustram sobremaneira este projeto desumano e cruel, impulsionado por aqueles que nada aprenderam com a história e, pior, projeta de forma arrogante e cruel um futuro caótico, pois descolado do processo histórico de formação de nossa nação.

Por isto: “em nome da Luz de toda Cultura, em nome do Amor que está em todo amor, em nome da Terra-sem-males, perdida no lucro, ganhada na dor, em nome da Morte vencida, em nome da Vida…” afirmamos:

Defender os Povos Indígenas, suas tradições e formas de vida, é condição pedagógica de projeção de um futuro de harmonia, justiça e paz.

O projeto e as ações do atual governo, em várias áreas, mas especialmente em relação aos Povos Indígenas, já amplamente questionados, precisam ter seu rumo urgentemente alterado, à luz do que determina a Constituição Federal de 1988 e a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela ONU há 22 anos.

Que o dever do atual mandatário deste país é cumprir a CF, adotar medidas amplas de combate à invasão e esbulho possessório das terras indígenas e exigir, dos órgãos e autoridades públicas responsáveis, medidas urgentes para identificar e punir, na forma da lei, os responsáveis pelo ataque aos Wajãpi.

Cáritas Brasileira – Regional do Rio Grande do Sul – Cáritas RS
Cáritas Arquidiocesana de Pelotas
Conselho Indigenista Missionário – CIMI SUL
Centro de Estudos Bíblicos – CEBI RS
Movimento Fé e Política – RS.
Comunidades Eclesiais de Base – Coordenação Ampliada do RS / CEBs RS
Pastoral carcerária do Rio Grande do Sul
Movimento Café com Paulo Freire
Pastoral da Juventude Estudantil do Rio Grande do Sul – PJE RS
Conselho Nacional dos Leigos do Brasil Regional 3 – CNLB3

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