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O Brasil que queremos é o que a vida está em primeiro lugar

05 de setembro de 2018

Muito mais do que querer um Brasil melhor, NECESSITAMOS, de fato, melhorá-lo. Porque muitos sofrem com a fome enquanto alguns desperdiçam comida? Na verdade, a maioria de nosso povo já não aguenta as consequências da retirada de direitos. Hoje não vamos falar sobre comemorações da independência do Brasil. Vamos falar do clamor da população por justiça e igualdade. (IN)DEPENDENTE há 196 anos, O Brasil possui uma “Constituição Cidadã” apenas há 30 anos. Consolidada após difícil período de abertura política, a Constituição de 1988 (sétima do país) é considerada um marco da democracia brasileira: garantiu o Estado democrático de direito e a justiça social e foi a primeira a permitir a participação popular na sua elaboração.

Por isto, foi precisamente esta constituição que ampliou significativamente a proteção aos direitos e garantias fundamentais individuais e coletivos. Entretanto, hoje, o que temos de fato a comemorar se esta constituição esta sendo paulatinamente rasgada nos últimos anos?

Neste 7 de Setembro, são muitos os “GRITOS” a serem escutados, como diz a recente “Carta do Fórum Nacional das Pastorais Sociais”: São gritos que escutamos; de desemprego de mais de 13 milhões de trabalhadores e trabalhadoras; volta do Brasil ao mapa da fome; precarização das relações trabalhistas; ampliação de pessoas em situação de rua e aumento das violências. E as vítimas são principalmente jovens negros e mulheres, são assassinatos nas áreas urbanas e rurais, desrespeito aos direitos e territórios dos povos originários e comunidades tradicionais, vulnerabilidade de migrantes e de refugiados, transferência de quase metade das receitas federais para rolagem da dívida pública, destruição dos biomas e contaminação das águas (provocadas pelo agronegócio e pela mineração legal e ilegal), falta de atendimento às necessidades básicas na saúde, educação, assistência social, habitação, mobilidade, segurança pública, entre outras. Todos estes gritos são ataques à vida, diante dos quais não podemos calar!   Conheça a carta do Fórum das Pastorais Sociais e Organismos da CNBB e saiba mais sobre o tema.

Roupas e objetos de venezuelanos são queimados em Pacaraima, em Roraima, na fronteira com a Venezuela (Foto: Avener Prado/Folhapress)

Por isso, neste 7º de Setembro, todos nós, brasileiros e brasileiras, somos convidados a refletir:

  • A quem interessa “rasgar a Constituição” de nosso país, retirando Direitos?
  • O que são privilégios?
  • Quem são os privilegiados?
  • Qual a diferença entre DIREITOS e PRIVILÉGIOS?
  • Quais são as raízes dos privilégios?

VISITE A PÁGINA DO GRITO DOS EXCLUÍDOS, lá também pode ser acessado o “ROTEIRO DE CELEBRAÇÃO” para realizar em sua comunidade.

Esse é o grito da Cáritas RS, um grito de solidariedade para que a vida não seja ameaçada.

Cáritas Notícias

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