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Para todas as mulheres, como muito amor

08 de março de 2016

A Cáritas apoia as lutas pelos direitos das mulheres hoje todos os outros dias!  

Deixamos aqui inspirações femininas fortes que acreditaram e lutaram pelos seus direitos e por um mundo mais justo até o fim, com a demonstração de coragem e força que toda mulher tem. Que sirvam de exemplo para vocês, assim como servem para nós 😉

Francisca das Chagas Silva

Líder quilombola, ativa militante de movimentos sociais, residia no povoado quilombola Joaquim Maria (Maranhão), na zona rural daquela cidade. Francisca foi uma das Margaridas que participaram da Marcha em Brasília ano passado, que teve como pauta “Desenvolvimento Sustentável com Democracia, Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade”. Ela ainda participou do Grupo de Estudo Sindical e de várias ações organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, cobrando do poder público e do Judiciário providências contra os crimes de que são vítimas as mulheres.

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A líder quilombola Francisca das Chagas Silva, 34 anos, foi morta em 04 de fevereiro deste ano com requintes de crueldade e violência sexual no município de Miranda do Norte.

 

Roseli Celeste Nunes da Silva, a Rose

Roseli Celeste Nunes da Silva lutou por uma reforma agrária justa. Rose, como era conhecida, nos últimos dias de gravidez, participou da ocupação da fazenda Anoni, em 1985. Foi a maior ocupação realizada no Rio Grande do Sul. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, MST, estava começando na região. Logo em seguida, ela participou da caminhada de 300 quilômetros até Porto Alegre, onde os trabalhadores ocuparam a Assembléia Legislativa, permanecendo acampados por seis meses, até ser dada uma solução para as 3 mil famílias que estavam na fazenda Anoni. Rose foi mãe da primeira criança a nascer no acampamento Sepé Tiaraju.

Roseli

Em 31 de março de 1987 Rose foi morta, atropelada por um caminhão de uma empresa agrícola que jogou-se contra uma manifestação de agricultores sem terra na beira de uma estrada, perto do acampamento da Fazenda Annoni.  Atualmente seu filho Marcos Tiarajú (nascido na Fazenda Annoni, e que aparece no documentário sempre nos braços de Rose) e seu pai José Corrêa da Silva estão no Assentamento Filhos de Sepé, no município gaúcho de Viamão.

O filme Terra para Rose (1987) conta um pouco sobre a luta e vida de Rose. Produzido por Tetê Moraes, a obra ganhou o 1º prêmio no Festival do Novo Cine Latino-Americano, em Havana, Cuba, e também conquistou 6 prêmios no 20º Festival de Cinema de Brasília.

Berta Cáceres

Ela era líder da comunidade indígena Lenca em Honduras, de movimentos camponeses e defensora dos direitos humanos. Berta esteve em Brasília em março de 2015 para participar do seminário Direitos humanos no Brasil: a promessa é a certeza de que a luta precisa continuar, ocasião em que já havia comentado entre os presentes que vinha sofrendo ameaças. O ato planejado para esta sexta traz o grito de ordem: Berta vive! A Luta, segue!

berta

A coordenadora do Conselho de Povos Indígenas de Honduras, Berta Cáceres, foi assassinada na madrugada do dia 3 de março. De acordo com fontes locais, os assassinos esperaram ela dormir, forçaram a porta de sua casa e a mataram.

Fonte: Site Cáritas Brasileira

 

Continuamos na luta e desejamos que o respeito demonstrado hoje seja refletido cada vez mais com as mulheres de todos os povos e etnias!

 

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