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Seminário discute financeirização da natureza

14 de setembro de 2018

Encontro reuniu representantes de povos e comunidades que lutam e resistem contra os interesses de grandes corporações que violam seus direitos e se apropriam dos recursos naturais de seus territórios.

No final de agosto ocorreu o Seminário “Financeirização da Natureza: Violações de Direitos contra Povos e Territórios” em Porto Alegre. O evento reuniu representantes de povos tradicionais e de movimentos sociais vindos de mais de 40 municípios e de 8 Estados do Brasil. Durante três dias, os participantes debateram os processos que estão sendo impostos pelas corporações econômicas que muitas vezes com a justificativa de preservação da natureza adquirem áreas públicas ou pertencentes por direito às comunidades, que têm seu modo de vida vinculado ao território e à natureza. Essas áreas são usados para explorar as riquezas naturais do solo e do subsolo, ou para compensar danos ambientais causados pelas empresas em outro lugar do planeta ou do próprio país. Isto tem impactado nos modos de vida dos povos tradicionais pois violam seus direitos sociais, econômicos e culturais específicos.

A Cáritas RS foi co-promotora do evento, contribuindo para que diferentes pessoas, de diferentes movimentos ou organizações pudessem compartilhar conhecimento e experiências sobre o tema, potencializando sua capacidade de articulação e incidência política para que os recursos naturais em questão sejam tratados como bem comum e não como mercadorias, sujeitos a negócio lucrativo como vem acontecendo.Entenda-se incidência política como um processo, baseado em evidencias, para influenciar direta e indiretamente as ações de defesa do bem comum e do pleno gozo dos direitos humanos e fundamentais. Ou seja, toda iniciativa planejada para garantir os direitos dos cidadãos quando estes estão ameaçados.

Participante do Seminário partilhou os fundamentos jurídicos que embasam a defesa da natureza como bem comum e não objeto lucrativo.

André Dallagnol, advogado e animador do Grupo Carta de Belém, explicou o que envolve o conceito de financeirização da natureza e como esta política que atende interesses corporativos repercute no cotidiano das populações, ameaçando a soberania nacional, já que estes recursos são estratégicos de uma nação:  – Na prática, significa estabelecer preço nos bens naturais comum: a biodiversidade, o ar e a àgua, por exemplo. E através de papeis, de negociações políticas e privadas, bolsa de valores esses bens, que em sua maioria estão localizados em territórios dos povos tradicionais (exemplo dos indígenas) ficam alienáveis usando políticas que com a justificativa de “preservar” podem acabar com um ecossistema único.

Cáritas Notícias

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