English
Diminuir tamanho da fonteAumentar tamanho da fonte

Sopão semanal é oferecido à famílias em vulnerabilidade social pela Cáritas Diocesana de Novo Hamburgo

20 de junho de 2016

A iniciativa faz parte das ações da entidade que buscam Segurança Alimentar e Nutricional e o Direito Humano à Alimentação Adequada  (DHAA)

O Direito Humano à Alimentação Adequada é indispensável para a sobrevivência. É um direito humano de todas as pessoas e dever do Estado e responsabilidade da sociedade, garantir a Segurança Alimentar e Nutricional para todos. O comitê dos Direitos Econômicos e Sociais da Organização das Nações Unidas (ONU), em seu Comentário Geral nº 12, definiu o conceito de DHAA, em 1999:

O direito à alimentação adequada é alcançado quando todos os homens, mulheres e crianças, sozinhos ou em comunidade, têm acesso físico e econômico em todos os momentos à alimentação adequada.  O direito à alimentação adequada não deve ser interpretado como um pacote mínimo de calorias, proteínas e outros nutrientes específicos. A ‘adequação’ refere-se também às condições sociais, econômicas, culturais, climáticas, ecológicas, entre outras (CONSEA, 2004, p.12).

A Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (LOSAN), define a Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), assim:

A segurança alimentar e nutricional consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde que respeitem a diversidade cultural e, que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis (BRASIL, 2006, art. 3º).

Entretanto, esses direitos estão distantes da realidade de muitas famílias que vivem em situação de extrema pobreza, pobreza e vulnerabilidades social, frente a um cenário socioeconômico e político  marcado pelas injustiças e desigualdades econômicas, educacionais, culturais, sociais e de gênero. Além disso, as famílias vivem em condições precárias de moradia, sem o saneamento básico e os territórios são marcados pela violência e assassinatos, resultantes do tráfico e uso de entorpecentes e o baixo acesso às politicas públicas.

Frente a esse contexto as equipes de Cáritas Paroquias da Diocese de Novo Hamburgo (44 equipes), desenvolvem múltiplas ações para garantir a autonomia das pessoas e empoderá-las para que possam acessar seus direitos e buscar alternativas de trabalho e renda. Uma das prioridades dessas ações é contribuir para garantir a segurança alimentar e nutricional para as famílias em situação de extrema pobreza por meio do sopão semanal. 

São 04 (quatro) equipes de Cáritas Paroquias, sendo uma em São Leopoldo e 3 em Novo Hamburgo, que buscam garantir uma alimentação nutritiva e enriquecida com verduras e legumes para 700 pessoas. Uma equipe envolve as mulheres no preparo da sopa, com a finalidade de aprenderem a reaproveitar o máximo dos alimentos.  Paralelamente, duas equipes cultivam as hortas comunitárias com a finalidade de utilizar verduras sem agrotóxicos e de motivar e ensinar as pessoas a realizar suas hortas em suas casas, nas garrafas pet / ou pneus.  Além disso, realizam as oficinas de culinária com enfase no reaproveitamento e incentivam as pessoas a produzir e comercializar seus produtos. Nesse sentido, a Cáritas Diocesana buscou uma parceria com o SESI Cozinha Brasil para oferecer a comunidade um curso gratuito (20 horas) , com práticas de uma alimentação nutritiva, saudável e de baixo custo. Além disso, enfatizaram:

  • aproveitar integralmente os alimentos, reduzindo o desperdício;
  • preparar refeições observando a limpeza e preservando o sabor e os nutrientes dos alimentos;
  • consumir alimentos em quantidade adequada e sob condições de higiene;
  • promover a melhoria da renda

4

Para avançar nesse processo, precismos investir na educação para uma maior      conscientização das pessoas para a manipulação e consumo adequado do alimento, de   aproveitar ao máximo o que está disponível nos alimentos e possibilitar a discussão sobre assuntos que envolvem a alimentação e valorizar as boas práticas alimentares. Além disso, articular o trabalho em rede e exigir do governo a politica local de   segurança alimentar e nutricional sustentável, visando a implantação de programas de transferências de alimentos (ex. banco de alimentos, restaurante popular e hortas comunitárias). Enfim, desenvolver atividades de formação de empreendimentos com base na econômica solidária, estimulando ações de geração de renda e qualificação profissional. Convém enfatizar: Cabe ao governo e à sociedade proporcionar à população que sofre de insegurança alimentar meios concretos para construir sua própria capacidade para alimentar-se, com dignidade.

1

Referencia Bibliográfica

CONSEA. Princípios e Diretrizes de uma Política de Segurança Alimentar Nutricional. Textos de Referência, II Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Brasília, Jul. 2004. Disponível em <http://www2.planalto.gov.br/consea/biblioteca/publicacoes/principios-e-diretrizes-de-uma-politica-de-san>. Acesso em: 01 set. 2013.

BRASIL, Lei 11.346, de 15 de setembro de 2006. Cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – SISAN com vistas em assegurar o direito humano à alimentação adequada e dá outras providências. Diário Oficial {da} República Federativa do Brasil Poder Legislativo, Brasília, DF, 18 set. 2006, Seção 1, p. 1.

Matéria escrita por Anna Marisa Werner –  Assistente Social (agente Cáritas Diocesana de Novo Hamburgo)

Revisão: Aline Gallo, assessora de imprensa Cáritas RS

Cáritas Notícias

Cadastre-se e receba por e-mail nossos informativos.

campanha-da-fraternidade-2019

campanha-da-fraternidade-2019

Contato

Cáritas Rio Grande do Sul
Rua Coronel André Belo, 452/3º andar
Cep: 90110-020 - Menino Deus


Porto Alegre/RS
(51) 3272.1700

caritasrs@caritasrs.org.br